Trabalhadores que defecavam e urinavam em meio à lavoura são indenizados em quase R$ 1 milhão em MG

  • 10/09/2026

São João Del Rei SJDR carvoaria resgate de trabalhadores análogos à escravidão Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Mais de R$ 800 mil devem ser pagos a 44 trabalhadores que precisavam defecar e urinar em meio às lavouras de batata e café, em Estrala do Sul, no Alto Paranaíba. A situação foi identificada e os trabalhadores resgatados durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional de fiscalização integrada para combater o trabalho análogo ao de escravo e o tráfico de pessoas. A fiscalização foi realizada durante todo mês de agosto em diversos estados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), que faz parte do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em todo país, 481 trabalhadores foram resgatados durante 231 fiscalizações. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Ao todo, 130 trabalhadores foram resgatados em três cidades do Alto Paranaíba e 2 pessoas em um município do Noroeste de Minas. Outros 10 trabalhadores foram retirados em duas cidades na Zona da Mata. As três regiões, juntas, representam: 🔺68,27% dos resgates em Minas Gerais; ⚠️ 29,5% das remoções em todo Brasil. Agora no g1 Minas Gerais foi o estado com o maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão, totalizando 208 pessoas. Esse número corresponde a: 🚨 43,5% de todos os resgates no país Em todo Brasil, a ação somou 481 trabalhadores retirados dessa situação. Estrela do Sul, no Alto Paranaíba Estrela do Sul resgate de trabalhadores análogos à escravidão Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Na fazenda de Estrela do Sul, os 44 trabalhadores estavam sem registro e sem formalização dos contratos de trabalho. Também foi verificada fraude na relação de emprego envolvendo terceirização. Além disso, 23 desses trabalhadores são estrangeiros, de três países localizados na África: 🟨17 de Senegal; 🟥5 de Burkina Faso; 🟩1 de Guiné-Bissau. Já os brasileiros são oriundos da região Nordeste do país, de cidades da Bahia, do Maranhão, de Pernambuco e de Alagoas. Conforme Auditoria-Fiscal do Trabalho, a remuneração estava vinculada à produção, sem a garantia regular de direitos trabalhistas como repouso semanal remunerado, horas extras, férias e 13º salário. No local, ainda foram encontradas condições precárias de higiene e alimentação. Conforme a fiscalização, não havia instalações sanitárias na frente de trabalho. Para realizar as necessidades fisiológicas, eles precisavam utilizar a própria lavoura de batata ou um cafezal localizado nas proximidades. Ainda de acordo com a auditoria, a situação atingia de maneira particularmente grave as três mulheres que integravam o grupo. Sem instalações que lhes assegurassem privacidade e condições mínimas de higiene, elas recorriam a grandes embalagens vazias utilizadas na atividade agrícola para tentar resguardar o corpo enquanto urinavam ou defecavam no campo. Também não era disponibilizado local adequado para realização das refeições. Os trabalhadores se alimentavam na própria lavoura, expostos às condições climáticas e buscando sombra onde fosse possível, inclusive junto aos grandes recipientes utilizados para acondicionar os tubérculos colhidos. Araxá e Campos Altos, no Alto Paranaíba Em Araxá, 77 trabalhadores foram resgatados de duas fazendas: uma de cebola e a outra de café. No total, R$ 387 mil devem ser pagos em direitos assegurados aos trabalhadores. Conforme as informações da auditoria, em ambas fazendas havia idosos em condições análogas à escravidão. Na colheita de café também havia analfabeto entre os resgatados. Na lavoura de cebola, dentre os retirados do local, havia uma criança em situação de trabalho infantil e quatro adolescentes em situação de trabalho análogo ao escravo. Já em Campos Altos, a 97 km de Araxá, nove trabalhadores foram removidos de uma fazenda produtora de café. Eles devem receber, no total, R$ 90 mil em direitos. Todos os resgatados foram recrutados pelo empregador na região norte da Chapada Diamantina, na Bahia, e custearam individualmente o deslocamento interestadual. No local utilizado para moradia, os auditores constataram a inexistência de condições mínimas para habitação humana. Não havia vedação adequada para segurança e isolamento térmico, ambiental ou acústico, nem armários para pertences pessoais. Além disso, as condições de subsistência eram precárias, com alta insegurança alimentar e hídrica. Os trabalhadores dormiam em colchões dispostos diretamente no chão, sem cama ou beliche. Santa Rosa da Serra resgate de trabalhadores análogos à escravidão Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE) Presidente Olegário, no Noroeste de Minas Em Presidente Olegário, dois trabalhadores foram retirados de uma carvoaria sem acesso à água potável nem instalações sanitárias. Também não era fornecido qualquer equipamento de proteção, embora desempenhassem atividade altamente insalubre. A fiscalização atestou, entre outros problemas, a falta de pagamento regular de salário. Além disso, os trabalhadores eram abrigados em construção com paredes e janelas apodrecidas, sem vedação para segurança ou isolamento térmico, ambiental ou acústico. As instalações elétricas eram precárias e ofereciam risco de choque, explosão e incêndio. Não tinham colchões adequados, roupas de cama ou cobertores. De acordo com o Ministério do Trabalho, devem ser pagos R$ 12 mil aos trabalhadores. Zona da Mata Na região da Zona da Mata, 10 trabalhadores foram retirados da situação de trabalho análogo à escravidão. Deles, oito estavam em colheita de café em Santa Rosa da Serra. Outros dois foram encontrados em uma carvoaria de São João Del Rei. Segundo informações da auditoria, os oito trabalhadores resgatados em Santa Rosa da Serra são naturais das mesmas cidades da Bahia onde foram recrutados os retidos da fazenda de Campos Altos. Na fazenda de Santa Rosa da Serra ainda foi constatada a retenção de pagamentos de salário pelo empregador. Além disso, os trabalhadores eram obrigados a custear por conta própria os equipamentos de proteção individual e as ferramentas utilizadas na colheita. No alojamento, os trabalhadores tinham condições improvisadas e dormiam em colchões levados por eles mesmos, diretamente no chão, sem cama ou beliche. E o único banheiro disponível estava em precário estado de conservação e higiene, com o vaso sanitário sem funcionamento. Diante disso, os trabalhadores eram obrigados a fazer as necessidades fisiológicas em áreas de mata próximas ao alojamento. Eles devem receber, ao todo, R$ 155 mil em direitos assegurados. Já em São João Del Rei, os auditores constataram risco iminente de explosão: galões de combustível eram improvisadamente armazenados ao lado de fornos. Além disso, foi verificado que o empregador descontava do salário os gastos com a compra de instrumentos de trabalho e alimentos. No local utilizado para moradia dos trabalhadores, os auditores verificaram a falta de forro, as paredes estavam apodrecidas e as janelas eram quebradas, o que não permitia a vedação para segurança ou isolamento térmico, ambiental ou acústico. As instalações elétricas ofereciam risco grave de choque e incêndio. Não havia colchões íntegros. Os trabalhadores estavam em situação de insegurança alimentar e hídrica. A casa não tinha sistema de água encanada, tampouco havia formas de acesso à água potável. Conforme o Ministério do Trabalho, a estimativa é de que eles recebem, no total, R$ 100 mil. ⚠️ Como denunciar? Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. LEIA TAMBÉM: Empregador é condenado a pagar R$ 100 mil em danos morais após resgate de trabalhadores que dividiam comida com animais VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo Mineiro

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/09/10/trabalhadores-que-defecavam-e-urinavam-em-meio-a-lavoura-sao-indenizados-em-quase-r-1-milhao-em-mg.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Top 10

top1
1. DIEGO E VICTOR HUGO

TUBARÕES

top2
2. GRUPO MENO É MAIS FEAT. SIMONE MENDES

P DO PECADO

top3
3. ISRAEL E RODOLFFO

NAO, MAIS QUASE

top4
4. ANA CASTELA

OLHA ONDE EU TÔ

top5
5. SIMONE MENDES

ME AMA OU ME LARGA

top6
6. MATHEUS E KAUAN FEAT. ANA CASTELA

ILUSÃO DE ÓTICA

top7
7. GUSTTAVO LIMA

PROIBIDO TERMINAR

top8
8. MARCOS E BELUTTI

SONHO DE TODO CASAL

top9
9. ZÉ NETO E CRISTIANO

PULANDO O MURO

top10
10. HENRIQUE E JULIANO

ULTIMA SAUDADE


Anunciantes